Logo que casei, falei um dia com minha mãe que meu marido era meu melhor amigo. Ela ficou surpresa e disse que marido não podia ser! Como assim, pensei, se é a pessoa com que penso em atravessar os anos??!!!
Uns dos indícios que seria possível me casar com ele era justo o sentimento de amizade — que desde o primeiro momento me senti em casa com ele: podia ser totalmente eu mesma, sem necessidade das máscaras e poses com que normalmente saímos para o mundo.
O passar do tempo só vem a me reafirmar que é este mesmo o fundamento de relacionamento.
Não é o frixilim — a paixão, que é muito bom também — que sustenta um relacionamento.
O frixilim vai e vem: tem dia que estamos de TPM, ou eles estão de TPMM em fase aguda (Tensão Permanente do Macho Moderno, viu, boys!)
Dormir com O Poderoso Megalossauro — nome da amiga Marigold para a espécie — ou eles dormirem com a Deusa/Orácula/Bruxona da Certeza Cósmica... não tem frixilim que agüente, que dê conta!!!
(Melhor, dormir é única coisa que pode se fazer neste momento: olhos fechados não vêem, orelhas com tampões não ouvem, olfato e tato deixo a cargo de cada um resolver.)
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2003
Paixão e Amor I
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